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Diante De Um Conflito , o primeiro passo é Identificar Sentimentos

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Ametista


Neste artigo, vemos nas entrelinhas o inicio da limpeza atraves do Ho'oponopono. No fundo nada está isolado, é apenas dar o primeiro passo (que só depende de nós); assumir a responsabilidade pelos pensamentos, palavras, atos, sentimentos, entregar a Divindade que ELA faz o restante; fácil? difícil? Depende... mas o que sinto , é que ao "olharmos" atentamente para nosso coração, as pistas surgem, e aí fica mais simples todo o processo.



O que estou sentindo?
E por que estou sentindo?
... São nossos pensamentos e opiniões que criam nossos
sentimentos, e ambos criam nossas atitudes. Mas tememos os
sentimentos, fugimos deles, negamos senti-los e com isso, as
dificuldades se somam. O fato de ignorarmos o que sentimos
não faz com que desapareçam de dentro de nós, pelo
contrário, tudo o que é negado se torna mais forte. Quando
reprimimos o que sentimos, estamos impedindo que a energia
contida se manifeste e nos mantemos no mesmo padrão de
comportamento, não permitindo que as mudanças, tão
essencial ao crescimento, se efetuem. E com isso, seguimos a
vida repetindo padrões. Ao refletir sobre sua vida poderá
encontrar padrões de comportamentos e/ou sentimentos que se
repetem. Muitas vezes as situações são diferentes, mas o
sentimento despertado geralmente já é conhecido. Caso
consiga identificar o sentimento que tem tido nas últimas
semanas, poderá perceber que é um sentimento que o
acompanha há muito tempo.

Para que possamos nos conhecer profundamente, é
necessário deixar que todas as emoções que estão dentro
de nós se tornem conscientes. Sem fugas, que em geral
acontecem de diversas maneiras, seja trabalhando em excesso,
consumindo álcool, tendo compulsão por comida, compras,
jogos, etc. Estamos constantemente ocupados com tantos
afazeres, que sequer nos damos tempo para identificar o que
sentimos. Tudo isso faz com que olhemos apenas para fora, e
não para dentro de nós. Estamos sempre apagando incêndios
e não nos damos tempo para ouvir aquilo que muitas vezes
grita dentro de nós. É quando surgem doenças e sintomas,
como que para nos fazer ouvir o que negamos. Se você
deixasse que sua alma gritasse, o que ela diria? Ouça-a!

Outra maneira de fugir de nosso potencial e capacidade de
nos olhar por inteiro é manter relações afetivas
destrutivas. Ficamos tão atordoados tentando salvar nossa
relação que no meio de tantas brigas, insatisfações,
desentendimentos, acusações, nos sentimos sem condição
de agir de forma a nos defender. Nossa capacidade em ter
consciência de nosso valor parece ficar totalmente
comprometida. É neste processo que nos perdemos de nós
mesmos, e em vão passamos a procurar no outro a solução
que está bem dentro de nós. É quando passamos a
supervalorizar o outro na mesma proporção que nos
desvalorizamos. O que por si só cria um círculo vicioso.
Vemos o outro, ou queremos ver, como responsável por nosso
sofrimento e também por nossa felicidade. E deixamos nossa
vida nas mãos de alguém que muitas vezes, não consegue
cuidar nem da própria vida... quem dirá da nossa. E
choramos, nos desesperamos, queremos respostas urgentes,
mas  sequer nos damos ao trabalho de nos questionar sobre as
possíveis causas de nossos sentimentos.

Diante de um conflito, o primeiro passo é identificar sentimentos.
O que fazer diante dos conflitos? Primeiro é preciso
identificar seus sentimentos. Parece fácil, mas nem tanto.
Pare por uns segundos e pergunte-se: “O que estou sentindo
neste momento?” Nem sempre a resposta virá de imediato.
Mas insista. Pergunte-se ainda: “o que está causando
minha insatisfação?” (ou o que esteja sentindo...)
Pergunte-se todos dos dias, ao menos uma vez por dia, qual o
sentimento que está sentindo. Com certeza isso o ajudará a
se conhecer um pouco mais. E o que fazer com o sentimento
que identificou? Procure buscar a origem dele, em qual
situação ele começou? Novamente, ouça a resposta.
Exercite ouvir-se todos os dias, e assim conhecer um pouco
mais de você, sem medos, mas com a convicção que dentro

de você está a resposta que tanto busca!


 Rosemeire Zago é psicóloga
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