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A nossa percepção da experiência

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1 A nossa percepção da experiência em Sex Abr 10, 2009 1:33 pm

Ametista


Queridos:
O texto abaixo foi escrito pelo mesmo colega de fórum da casa Índigo( Portugal) da qual eventualmente participo; são temas abertos em que as pessoas participam ativamente com sua forma esoecial de pensar, e este fala de MEMÓRIAS.
Bjos no coração
Myrian

A nossa percepção da experiência, e a Consciência do mesmo

Todos nós temos as nossas experiências, a Vida é composta por elas. Por norma, o Homem classifica e qualifica as suas experiências, em base do seu passado. O acumular de experiências, influenciam o “seu” juízo de valores, face a realidade e a experiência que presenciam.

A palavra, “presenciam”, é de facto um termo, que pertence ao “EU” à Consciência, significa estar PRESENTE, estar UM com o momento, observando e sendo um com a experiência.

Na maioria das vezes o Homem, não está Presente, não está Consciente, da experiência. Ele a cataloga e classifica de imediato, de forma superficial.

O ego assume assim a sua posição de falso Maestro, atribuindo e classificando a experiência como boa ou má, agradável ou desagradável.

Podemos então, analisar a experiência de forma mais ciente, e lúcida. O termo mais correcto será, de forma Consciente. Para que isso seja possível o Homem têm de criar distancia, entre “ele” e a experiência, quando isso acontece, algo nos é revelado.

O que chamamos de experiência má, tenda a projectar toda uma reacção no corpo, tanto no corpo físico, mental, e emocional. O Homem fecha-se à experiência, não se identificando com ela, grande parte do corpo, rejeita a experiência em causa. Quando isso acontece, a energia proveniente da experiência, fica “presa” no Homem, inconscientemente, ele carrega consigo essa energia, que rejeitou. O rejeitar torna-se assim, na barragem, no impedimento do fluxo de energia. Uma vez fechado, e com a energia “presa” dentro de si, pensamentos, emoções, e sentimentos, se auto perpetuam, num ciclo interminável de sofrimento.

Angustias, pensamentos negativos, tristezas, mágoas, dor, etc Tudo isso é fruto de uma experiência mal interpretada. A interpretação partiu do ego, quando a intitulou como “má”, o ênfase, e a importância, que o ego atribuiu foi de tal ordem, que o fez a si, identificar-se com a experiência, com a energia. Prova disso, são pessoas que se intitulam de vitimas, que carregam ódio, raiva, tristeza, solidão, vingança, ou sentimento de culpa, dentro delas.

O que intitulamos de experiência Boa, pode provir, de duas interpretações distintas, do ego, ou do “EU”. Ambas são fáceis de distinguir, uma classifica a experiência em tempo real, praticamente em simultâneo, a outra não classifica, se funde e se Une à experiência, poderá pronunciar-se mais tarde, não como uma classificação, mas sim como algo de sensacional que lhe aconteceu.

Quando algo nos acontece de “bom”, é porque existe classificação, “bom ou mau” são classificações mentais / dualidade”, quando existe classificação existe separação. É certo que ser promovido no local de trabalho, vencer uma corrida, ganhar a lotaria, etc São todos momentos, classificados como bons, e não existe nada de errado com isso. Aliás errado não existe, ao nível da Consciência, nada está errado.

Como dizia Neal Donald Walsh, num dos seus excelentes Livros “Conversa com Deus”.

Se uma pessoa pretende ir de Nova York para a Califórnia, não fará sentido dirigir-se a Boston, contudo, não deixará de chegar ao destino.

Existe coisas que funcionam melhores, e outras que funcionam piores.

A experiência Consciente, é uma experiência subtil, e de fusão. O Homem se "esquece" do "ego" e dá lugar ao SER, tudo em prol da experiência, ele e a experiência são UM, a dualidade cessa.

Prova disso, é quando fazemos algo com intenso Amor, o simples acto de cozinhar, pode despoletar essa experiência, a pessoa está tão centrada, e com tanto Amor no que faz, que "esquece" dela mesmo e se funde com o momento.

Ou então uma simples ida à praia, ao campo, andar de bicicleta, etc

Quando isso acontece o Homem “É” UM com a Vida.

Em toda a História, a experiência por nós classificado como má, têm sido uma constante, o que acontece é que a experiência, quando não identificada, deve ser libertada, e não contida.

Uma experiência não identificada, não reconhecida como “nós” como sendo “EU”, é uma experiência inconsciente, ilusória.

Uma discussão com um amigo seu, ou um familiar, não é quem você “É”. Você é quem reconheceu a discussão, quem teve Consciência da má experiência.

Toda a experiência muda, só demora a mudar, se prender-se a ela.

Toda a “má” experiência. Observe-a, e tenha Consciência, disso mesmo, que:

1º é apenas uma experiência, não sou “EU”

2º tudo passa.

É certo que de inicio não é fácil.

O ego dirá: “Ahhhh, isso é muito fácil dizer, mas fui “eu - ego - estado inconsciente” que o agredi, tenho que me sentir mal “comigo – falso eu” mesmo, não me perdoo”…

Se Homem, der crédito ao seu ego, dará credito à ilusão, e viverá preso a uma memória, a uma experiência, que na verdade, nunca existiu, foi apenas um estado inconsciente, que serviu para o fazer ver a Luz, a sua Consciência.

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