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Contentamento

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1 Contentamento em Ter Fev 17, 2009 3:45 pm

Ametista


Amigos:
Amo contos, porque despertam minha capacidade de criatividade, uma de minhas potencialidades Divinas( Sou Grata); recebo alguns muito interessantes que utilizo em palestras porque me transporta aquela fase em que minha criança " viajava" nos contos infantis, que eram um alimento fértil para minhas fantasias, sonhos, e muitos contos certamente me embalaram!!! como ando me reconciliando com minha criança interior ultimamente, um dos presentes que gosto de dar a ela são metáforas; estórias que falem ao coração; contos como este.
Bjos de luz
Myrian( Ametista)


Contentamento
por Monja Coen



Há muitos e muitos anos, o rei de um país distante andava triste. Um de seus conselheiros sugeriu que ele usasse a camisa de uma pessoa feliz para se tornar feliz também. A procura começou, mas parecia difícil encontrar alguém capaz de estar sempre alegre e contente.
Finalmente, os emissários reais ouviram falar de um homem simples, que morava do outro lado da montanha, e foram encontrá-lo. Ficaram surpresos ao vê-lo, trabalhando sem reclamar, sorrindo ao recebê-los. Conversaram, e ele concordou em ver o rei.
Na sala do trono, o rei tristonho aguardava, já sem esperanças. Talvez não existisse um ser verdadeiramente feliz. Entrevistara tanta gente. Sempre havia um pedido, uma reclamação, uma tristeza secreta embutida em alguma prega da memória ou da ambição. Será que não haveria na Terra uma criatura que sorrisse sem malícia, que falasse sem nenhuma intenção?
Os arautos reais anunciaram a chegada da comitiva. O rei se aprumou no trono, andava cabisbaixo. Os ministros estavam cansados de convidar artistas e já tinham trocado mais de 15 "bobos da corte".
De bobos eram chamados os que deveriam fazer a corte rir. Palhaços. Geralmente, pessoas muito sábias, cuja intenção era alegrar e até mesmo aconselhar, de maneira sutil e risonha, nas decisões finais. Conhecedores dos corações e das mentes de seus senhores, sabiam segredos íntimos. Entretanto, suas cabeças sempre dependiam das risadas que tiravam dos soberanos. Os bobos daquela corte não conseguiam do rei mais do que um sorriso.
O rei sentou-se e viu com surpresa o homem entrar. Era grande, truculento e estava suado. Sorria ao reverenciar o monarca ali assentado. "Aproxime- se! Você é uma pessoa feliz?", perguntou o rei. O homem respondeu que sim. "Você veio ao meu castelo, pode falar comigo. Há alguma coisa que o incomode, alguma tristeza ou problema, alguma reivindicação, alguma reclamação, algum ódio do passado, algum rancor guardado?", continuou o monarca. O homem disse: "Não, majestade! Respiro a cada instante e isso me basta. É verdade".
"Você não gostaria de comer coisas raras e deliciosas, banhar-se em leite, ser acariciado pelas mulheres mais belas do reino? Não gostaria de possuir terras, casas, gado, plantações? Não seria bom ter poder de controlar e de matar? Algo falta, com certeza, diga o que é", insistiu o soberano.
O homem mais uma vez disse que nada lhe faltava. Seu olhar era límpido e sereno, parecia verdadeiro. Finalmente, haviam encontrado um homem feliz.
Conta essa história antiga, do tempo de minha infância, que o rei pediu ao homem que entregasse sua camisa. Porém, ele não possuía uma.
Há quem pense que alegria, felicidade e contentamento dependem de roupas, objetos, lugares, conhecimentos. Alguns acreditam que podem encontrá-los nos cargos, no status. Outros depositam suas esperanças de felicidade em amores, relacionamentos.
Entretanto, a capacidade de ficar satisfeito é interna e profunda. É estar contente pela existência em si. Tudo o que pode acontecer faz parte de nossa vida. Nada temos a excluir, nada temos a desejar.
Buda, em seu último sermão, pouco antes de morrer, disse a seus discípulos que quem conhece a satisfação penetra a grande sabedoria suprema.
Estar contente e satisfeito não é apenas ficar rindo à toa. É uma sensação profunda que vem do encontro com si mesmo. Sofrimentos e alegrias, dores e prazeres, falta e abundância, reconhecimento e injustiças, tudo isso existe em dualidade.
Ao encontrar a unidade, o sábio sente piedade por quem ainda se encontra fragmentado e partido, triste e desenxabido.

2 Re: Contentamento em Qua Fev 18, 2009 3:24 pm

Iracema - Curitiba


Oi Ametista,

Tambem gosto muito de contos, com eles aprendemos muito e tambem fica mais fácil ensinar.

Abaixo, um bem bonito e interessante;



O Colibri




Carlos era um garoto estudioso. Seu problema era a falta de paciência.

Se ele estivesse fazendo a lição de casa e algo saísse errado, logo se irritava. Jogava longe o caderno, a régua, o lápis e desistia do trabalho.
A atitude preocupava seus pais. Os conselhos eram reprisados todos os dias. Sem nenhum efeito.
Uma manhã, ao abrir a janela do seu quarto, Carlos viu um beija-flor sobrevoando o jardim.
Debruçou-se na janela e ficou observando. O lindo pássaro, de penas verdes e azuis, batia rapidamente as asas, parava diante de uma flor.
Depois descia até o chão, pegava um raminho e subia até o galho de um pinheiro.
Tornava a descer e subir, sempre carregando um raminho no bico.
A cena deixou Carlos extasiado. Chamou o pai, a mãe, o irmão. Todos ficaram longo tempo olhando o trabalho contínuo do beija-flor que logo teve ajuda da sua companheira.
O encantamento era geral.
Naquela noite, houve uma violenta tempestade. Ventos fortes. Chuva.
Pela manhã, o ninho estava no chão. Carlos ficou olhando triste. Tanto trabalho por nada.
Logo o sol saiu. Os ramos começaram a secar. A natureza tornou a sorrir maravilhas.
O casal de beija-flores se apresentou no jardim e recomeçou a tarefa. Raminho após raminho foi sendo levado. A construção do novo ninho demorou alguns dias. Tinha a forma de uma concha bem funda.
A fêmea se acomodou e botou dois ovinhos.
Carlos passou a visitar o ninho. Se a fêmea se afastava, ele ia dar uma espiadela.
Numa bela tarde, que surpresa! Os filhotinhos haviam nascido. Já estavam com os biquinhos abertos, esperando que a mamãe beija-flor colocasse o alimento.

Nessa hora, o pai de Carlos aproveitou para falar:

Você já imaginou, meu filho, se no dia daquela tempestade, quando o ninho caiu, os beija-flores tivessem desistido?
O exemplo deles é de persistência e paciência. Procure reforçar essas qualidades dentro de você.
Se você desistir, na primeira dificuldade, perderá a chance de realizar coisas maravilhosas. Pense nisso.

* * *
Existem muitos animais que dão ao homem excelentes lições. Assim é a abelha com sua disciplina, a aranha com sua perseverança, a pomba com sua mensagem de paz, os pelicanos com seu exemplo de fidelidade.
Redação do Momento Espírita.

Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grata.


Iracema

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